domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre o amor II




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sábado, 7 de agosto de 2010

Sobre a felicidade II

(ou Como encontrei o amor em uma interseção distante)


Imagino alguém dizendo que os melhores mundos possíveis são os mais próximos do círculo menor, pois a semelhança com o atual é maior.










Mas por aqui você não acredita em mim, então tenho que discordar.

(somente um longo processo de revisão de crenças pode salvar o amor)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sobre o egocentrismo





Apenas mais uma ilusão causada pela órbita do planeta.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sobre a filosofia

- So, who is to say what is moral?
- Morality is subjective.
- Subjectivity is objective.
- Moral notions imply attributes to substances which exist only in relational duality.
- Not as an essential extension of ontological existence.
- Can we not talk about sex so much?

(Love and death)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Sobre a liberdade











Haec ergo est eorum libertatis idea, quod suarum actionum nullam cognoscant causam
(B. de S.)


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sobre o amor

Se os repetidos ciclos vivenciados não forem suficientemente claros, ouça as palavras de uma sábia garotinha:

Só porque alguma garota bonita gosta das mesmas coisas bizarras que você gosta, isso não significa que ela seja sua alma gêmea.













[Ou que qualquer outra seja]

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sobre o que está em nosso poder

Minha mãe acha que eu preciso arranjar uma namorada. Meu pai acha que eu preciso arranjar um emprego. Meu cachorro acha que eu preciso alimentá-lo diariamente. Deus acha que eu preciso me arrepender. Jesus acha o mesmo. O presidente acha que eu deveria criar uma nova espécie de combustível. Os vegetarianos acham que eu deveria parar de comer carne. Os outros acham que eu preciso comer mais carne. Meu irmão nunca acha nada. O CNPq acha que eu preciso escrever mais. Minha terapeuta imaginária, também.


Todos acham que eu preciso beber e fumar menos, e transar mais.



E eu acho que todos eles estão certos, mutatis mutandis.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sobre a paixão

(Ou "Como explicar a paixão entre duas pessoas supostamente belas sem ultrapassar os limites do conhecimento objetivo e da linguagem significativa")

"Se o espírito da espécie que dirige dois amantes, sem eles o perceberem, pudesse falar pela sua boca e exprimir suas idéias claras, em vez de se manifestar por sentimentos instintivos, a alta poesia deste diálogo amoroso, que na linguagem actual só fala por imagens romanescas e parábolas ideais de aspirações infinitas, de pressentimentos duma voluptuosidade sem limites, de inefável felicidade, de fidelidade eterna, etc., traduzir-se-ia assim:

Dafnis - Gostaria de fazer presente dum indivíduo à geração futura, e creio que lhe poderias dar o que me falta.

Cloe - Tenho a mesma intenção, e parece-me que te seria fácil dar-lhe o que eu não tenho. Vamos a ver!

Dafnis - Dou-lhe estatura elevada e força muscular: não tens nem uma nem outra destas coisas.

Cloe - Dar-lhe hei lindas formas e pés muito pequenos: não possuis nada disso.

Dafnis - Dou-lhe uma pele fina e branca que tu não tens.

Cloe - Dou-lhe cabelo e olhos pretos: tu és loiro.

Dafnis - Dou-lhe o nariz aquilino.

Cloe - E eu a boca pequena.

Dafnis - Dou-lhe a coragem e bondade que não poderiam emanar de ti.

Cloe - Dou-lhe uma bela fronte, espírito e inteligência, que não poderias dar-he.

Dafnis - Estatura elegante, belos dentes, saúde robusta, eis o que receberás de nós: realmente, entre ambos podemos dotar na perfeição o futuro indivíduo; por isso te desejo mais do que qualquer outra mulher.

Cloe - Também eu te desejo."
(A. S.)






terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre a angústia



A angústia manifesta o nada.

"Estamos suspensos" na angústia. Melhor dito: a angústia nos suspende porque ela põe em fuga o ente em sua totalidade. Nisto consiste o fato de nós próprios -- os homens que somos -- refugiarmo-nos no seio dos entes [...]

A angústia nos corta a palavra. Pelo fato de o ente em sua totalidade fugir, e assim, justamente, nos acossa o nada, em sua presença, emudece qualquer dicção do "é". O fato de nós procurarmos muitas vezes, na estranheza da angústia, romper o vazio silêncio com palavras sem nexo é apenas o testemunho da presença do nada. Que a angústia revela o nada é confirmado imediatamente pelo próprio homem quando a angústia se afastou. Na posse da claridade do olhar , a lembrança recente nos leva a dizer: Diante de que e por que nós nos angustiávamos era "propriamente" -- nada. Efetivamente: o nada mesmo -- enquanto tal -- estava aí. (M. H.)





E quem nunca experimentou o nada, que jogue o primeiro ente.

domingo, 17 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sobre os chapéus

People are really not wearing enough.

Sobre o sentido da vida

Em uma noite qualquer de primavera, criei uma terapeuta imaginária para resolver meus problemas. Ela disse que eu deveria iniciar um blog e escrever nele sobre o que quer que fosse. Disse que, em última instância, eu poderia encontrar o sentido de minha existência.

Mas, quando estava perto de encontrá-lo, fui distraído por um fato interessante: as pessoas não estão usando chapéus o suficiente.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sobre a inspiração

"You've got to write something. I do my best work hungover.
I have less brain cells to confuse the issue".






segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sobre o cinema


Os filmes mais agradáveis são aqueles que conseguem nos provar que não somos a criatura mais patética do mundo.



Mas, em algum momento, lembramos que é uma mera ficção e tudo volta ao normal.



Sobre a felicidade

- Here, you look like a very happy couple, um, are you?
- Yeah.
- Yeah? So, so, how do you account for it?
- Uh, I'm very shallow and empty and I have no ideas and nothing interesting to say.
- And I'm exactly the same way.
- I see. Wow. That's very interesting.

(Annie Hall)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobre a certeza

Um filho pergunta a uma mãe: "O que acontece depois da morte?". A mãe responde: "Se você crer em Deus, vai viver no Céu para sempre com sua família". E então ela percebe que nunca sentiu a angústia da experiência da finitude, nunca se perguntou acerca da vida após a morte, mas tinha uma resposta para a questão. E não precisava desta, pois aquela tinha todo o sentido do mundo.




Na verdade, ela não percebeu nada. Até hoje.